Desde 2002, o projeto tem como objetivo mobilizar os grupos de sadomasoquismo, fetichistas e profissionais da área de saúde mental, para que, juntos, logremos retirar do diagnóstico psiquiátrico “parafilias” as práticas de fetichismo e sadomasoquismo, entre outros.

Desta forma, estas práticas sairiam da classificação de CIDs (Códigos Internacionais de Doenças).

O projeto visa, precipuamente, eliminar a estigmatização e a violência contra os praticantes – isto porque uma pesquisa realizada quando do lançamento do projeto averiguou que 35% da população SM sofria com violência e discriminação.

Trata-se, sem dúvida, de uma proposta legítima em defesa dos direitos humanos.

O projeto defende que o critério seguro para que o Fetichismo, o Sadismo e o Masoquismo Sexual sejam classificados como “parafilias” seja averiguado diante do caso concreto, tal como exposto no Manual Diagnóstico e Estatístico dos Transtornos Mentais.

Pelo lá esposado, não bastaria a prática, mas seria necessário que essas fantasias, impulsos sexuais ou comportamentos causassem “sofrimento clinicamente significativo ou prejuízo no funcionamento social ou ocupacional ou em outras áreas importantes da vida do indivíduo” para, só então, se concluir pelo diagnóstico patológico ou sintomático.

Sem esses prejuízos, as variantes sexuais seriam consideradas, apenas, uma variação da sexualidade humana adulta.

Devido à falta de informação e desconhecimento das práticas eróticas consensuais, os praticantes são erroneamente confundidos com vítimas ou perpetradores de atos coercitivos de violência e abuso sexual – e isso deve cessar!

Para maiores informações, acessem o site do projeto: .